29 Maio 2006

Dicionário Político à Portuguesa, de José António Saraiva,

por Duarte Lima

Venho lançar uma crítica ao pequeno "dicionário" de política à portuguesa, escrito por José António Saraiva, apesar de já ter lido este livro, se é que assim lhe posso chamar, há muito tempo.
Vou começar de trás para a frente: primeiro vou divulgar a minha impressão final e depois explicar o porquê dessa conclusão.
Pois bem, não gostei de ler. Quando comprei o livro, esperava aumentar significativamente a minha cultura geral no que toca a política, nomeadamente em Portugal, o que não aconteceu.Primeiro que tudo, aquilo era tudo menos um dicionário e eu vou explicar porquê. Um dicionário constata factos e aquele "dicionário" definia os partidos e os políticos mais ilustres de uma maneira muito parcial, sempre a fazer ver o ponto de vista do autor como se fosse uma realidade. Além disso, relacionava várias vezes pessoas que não tinham simplesmente nada a ver uma com a outra, como é o caso de Manuel Alegre e Pedro Santana Lopes. Podem ter um outro aspecto semelhantes, mas, na minha opinião, são extremamente diferentes. E lá está, estou a dar uma opinião diferente da do autor, o que é muito grave para alguém que chama ao seu livro de crónicas um dicionário.
Podem dizer que estou a dar muita importância a algo que nada interessa, mas se assim é estão muito enganados. O título deste livro não é apenas um apelo; não, é muito mais que isso. Ao dar aquele título José António Saraiva está já a classificar o seu livro. Está a classificá-lo como um dicionário, onde se constatam factos, enquanto que o que ele faz é introduzir crónicas. Crónicas não são factos, são opiniões.