O Povo e os Governantes,
por Duarte Lima
Hoje, o Presidente da República recusou a ideia de que o interior de Portugal estivesse condenado ao isolamento e empobrecimento. Apelou também à sociedade para que se mobilizasse na luta contra a exclusão social.
Citando Victor Hugo: “No fundo, estão os dois cansados um do outro pois ambos abusam do poder que têm, entram nos assuntos menores com elevada frequência, o que dá origem a desrespeito mútuo.”. Se este jornal não estivesse ainda no início, eu diria que o professor Cavaco Silva lera o artigo do meu colega, pois fez exactamente o contrário do que foi criticado na sua crónica: compreendeu que a única solução para a resolução deste problema era a sensibilização do povo e pediu o seu auxílio.
Na minha opinião, era isto que todos os políticos deviam fazer. Mas não, parece que a maior parte deles se esqueceu disto: os políticos não governam (supostamente) para satisfazer as suas necessidades, ganhar fama e usufruir de todas as vantagens aí incluídas. Eles governam para servir o povo, portanto é através deste que devem resolver os problemas do País e não com acções que podem melhorar alguns aspectos, mas que não melhoram outros. É claro que o Governo também tem que fazer o que está nas suas mãos, senão nem era necessária a sua existência.
Venho, por isso, congratular a acção do Chefe de Estado neste assunto; não por ser cavaquista, pois mesmo se o fosse seria imparcial. Faço-o por acreditar sinceramente que fez o que tinha a ser feito.
Hoje, o Presidente da República recusou a ideia de que o interior de Portugal estivesse condenado ao isolamento e empobrecimento. Apelou também à sociedade para que se mobilizasse na luta contra a exclusão social.
Citando Victor Hugo: “No fundo, estão os dois cansados um do outro pois ambos abusam do poder que têm, entram nos assuntos menores com elevada frequência, o que dá origem a desrespeito mútuo.”. Se este jornal não estivesse ainda no início, eu diria que o professor Cavaco Silva lera o artigo do meu colega, pois fez exactamente o contrário do que foi criticado na sua crónica: compreendeu que a única solução para a resolução deste problema era a sensibilização do povo e pediu o seu auxílio.
Na minha opinião, era isto que todos os políticos deviam fazer. Mas não, parece que a maior parte deles se esqueceu disto: os políticos não governam (supostamente) para satisfazer as suas necessidades, ganhar fama e usufruir de todas as vantagens aí incluídas. Eles governam para servir o povo, portanto é através deste que devem resolver os problemas do País e não com acções que podem melhorar alguns aspectos, mas que não melhoram outros. É claro que o Governo também tem que fazer o que está nas suas mãos, senão nem era necessária a sua existência.
Venho, por isso, congratular a acção do Chefe de Estado neste assunto; não por ser cavaquista, pois mesmo se o fosse seria imparcial. Faço-o por acreditar sinceramente que fez o que tinha a ser feito.

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