25 Outubro 2006
Quando aprendi o significado de meritocracia pensei logo: "Mas isto é perfeito. Seria a sociedade perfeita em que cada um sobe e desce na sociedade conforme o seu mérito e não pela sua raça e todos esses aspectos. Como é que isto não é posto em prática em todo o Mundo?". Até que me ocorreu que este tipo de poder poderia discriminar as pessoas pelas suas capacidades. Então, decidi vir pesar os prós e contras neste blog. Achei por bem comparar a sociedade em que vivemos com uma sociedade meritocrata: a sociedade actual discrimina as pessoas pela sua condição física, raça, nacionalidade, etc. Os ricos e poderosos sobem muito mais facilmente na vida que os pobres, não só por questões financeiras, mas também através do nepotismo, por exemplo. Já a sociedade meritocrata, a minha utopia, no máximo, discriminaria apenas as pessoas pelas suas aptidões e, mesmo assim, essa discriminação não levaria concerteza a actos tão violentos como os de hoje em dia. Talvez continuasse a existir alguns tipos de discriminação entre o Povo, mas mais atenuados. Sendo assim, penso que sou a favor da meritocracia.
Sócrates demagógico
Para quê estar com rodeios e tentativas de enche-página para parecer mais credível quando o que tenho a dizer é tão simples: com o devido respeito, o nosso primeiro-ministro é um demagógico. Não é mau de todo, pensam vocês, seria pior se praticasse a cleptocracia ou mesmo a autocracia em Portugal. Aí estou de acordo, mas, e agora pergunto-vos: porque é que comparam a nossa situação com o pior cenário possível e não o contrário? Porque é que encolhemos os ombros em vez de lutar por uma sociedade de verdade e não de falsas promessas?
Agora, podem tentar vir-me pedir fundamentos para a minha acusação que eu tenho todo o prazer em vos mostrar este vídeo que comprova o que por mim foi dito. Ora vejam: http://www.youtube.com/watch?v=dmpvcNjaL34.
Agora, podem tentar vir-me pedir fundamentos para a minha acusação que eu tenho todo o prazer em vos mostrar este vídeo que comprova o que por mim foi dito. Ora vejam: http://www.youtube.com/watch?v=dmpvcNjaL34.
26 Junho 2006
Pensamento da Semana,
por Duarte Lima
Citando o célebre Arisóteles:
Saber é lembrar-se.
E o que é que isto quer dizer? É muito simples. As pessoas aprendem com o que lhes é ensinado e com a experiência. Mas se ensinarem a uma pessoa que 2+2=4 e, depois desse dia, esta não se lembrar do que que lhe fora ensinado, é a mesma coisa do que nunca ter aprendido. Ou seja, e escrevendo o pensamento da semana com palavras minhas, a memória é a salvação da ignorância. Mas não façamos confusões: memória é muito diferente de inteligência, assim como ignorância é muito diferente de burrice.
Quando se ouve alguém falar dos seus conhecimentos de uma maneira muito precisa e aprofundada, é frequente se dizer que a pessoa que está a falar é muito inteligente. Isto é um erro, porque essa pessoa pode não ser inteligente. Correctamente, dever-se-ia dizer que o orador era uma pessoa com grande memória. Agora, caro leitor, faça-me o favor de não perguntar: "Então o que é uma pessoa inteligente?". Essa resposta é óbvia, mas não quero estar aqui a armar em sabichão e a explicar tudo como se fossem puros factos. É óbvio que houve certas coisas de que falei que se tratam de meras opiniões e, então, peço que deixem os vossos pensamentos sobre este artigo e sobre a pergunta colocada. Repito: "Então o que é uma pessoa inteligente?".
Chegou, enfim, a altura de distinguir ignorância de burrice. Quem não o sabe fazer, com todo o respeito, é ignorante. Mas não por culpa própria ou por falta de capacidades: simplesmente porque nunca lhe foi ensinado. Como já devem ter percebido pelo exemplo, um ignorante é um indíviduo que ignora. Mas também não posso responder ao que é uma pessoa burra, porque, dessa forma, seria só inverter a explicação para a pergunta que coloquei aos leitores. No entanto, prometo que escreverei, dentro de dias, depois de ler, com prazer, todos os pensamentos deixados, escreverei um outro artigo a responder à pergunta.
Citando o célebre Arisóteles:
Saber é lembrar-se.
E o que é que isto quer dizer? É muito simples. As pessoas aprendem com o que lhes é ensinado e com a experiência. Mas se ensinarem a uma pessoa que 2+2=4 e, depois desse dia, esta não se lembrar do que que lhe fora ensinado, é a mesma coisa do que nunca ter aprendido. Ou seja, e escrevendo o pensamento da semana com palavras minhas, a memória é a salvação da ignorância. Mas não façamos confusões: memória é muito diferente de inteligência, assim como ignorância é muito diferente de burrice.
Quando se ouve alguém falar dos seus conhecimentos de uma maneira muito precisa e aprofundada, é frequente se dizer que a pessoa que está a falar é muito inteligente. Isto é um erro, porque essa pessoa pode não ser inteligente. Correctamente, dever-se-ia dizer que o orador era uma pessoa com grande memória. Agora, caro leitor, faça-me o favor de não perguntar: "Então o que é uma pessoa inteligente?". Essa resposta é óbvia, mas não quero estar aqui a armar em sabichão e a explicar tudo como se fossem puros factos. É óbvio que houve certas coisas de que falei que se tratam de meras opiniões e, então, peço que deixem os vossos pensamentos sobre este artigo e sobre a pergunta colocada. Repito: "Então o que é uma pessoa inteligente?".
Chegou, enfim, a altura de distinguir ignorância de burrice. Quem não o sabe fazer, com todo o respeito, é ignorante. Mas não por culpa própria ou por falta de capacidades: simplesmente porque nunca lhe foi ensinado. Como já devem ter percebido pelo exemplo, um ignorante é um indíviduo que ignora. Mas também não posso responder ao que é uma pessoa burra, porque, dessa forma, seria só inverter a explicação para a pergunta que coloquei aos leitores. No entanto, prometo que escreverei, dentro de dias, depois de ler, com prazer, todos os pensamentos deixados, escreverei um outro artigo a responder à pergunta.
13 Junho 2006
Pensamento da Semana,
por Duarte Lima
Certa vez, um velho índio disse:
- Existem dois cães dentro de mim: um deles é cruel e maldoso e outro é muito bom. Os dois estão sempre a brigar.
Quando lhe perguntaram qual deles ganharia a luta, ele respondeu:
- Aquele que eu alimento.
Certa vez, um velho índio disse:
- Existem dois cães dentro de mim: um deles é cruel e maldoso e outro é muito bom. Os dois estão sempre a brigar.
Quando lhe perguntaram qual deles ganharia a luta, ele respondeu:
- Aquele que eu alimento.
Agricultura Portuguesa,
por Duarte Lima
O Presidente da República apelou ontem ao diálogo entre os responsáveis pela Agricultura Portuguesa. Após uns desentendimentos entre o ministério da Agricultura e a Confederação dos Agricultores de Portugal, Cavaco Silva sublinhou que "não interessa a ninguém, não servem os interesses do País e dos agricultores, desentendimentos continuados entre os diferentes responsáveis da nossa agricultura”.
Agora vem a análise crítica à notícia, como é costume. Pois bem, vou ser muito sincero: já se torna cansativa a quantidade de notícias de desentendimentos, manifestações e derivados na área da Agricultura. Reconheço que esta é essencial para o desenvolvimento de Portugal, e não só a nível económico, mas assim não vamos a lado nenhum. Sugiro que o ministério e a CAP se sentem a uma mesa, discutam assuntos de conflito, façam votações, o que for necessário, mas, por favor, acabem com esta situação ridícula.
Quanto ao professor Aníbal Cavaco Silva, não tenho nada a apontar.
O Presidente da República apelou ontem ao diálogo entre os responsáveis pela Agricultura Portuguesa. Após uns desentendimentos entre o ministério da Agricultura e a Confederação dos Agricultores de Portugal, Cavaco Silva sublinhou que "não interessa a ninguém, não servem os interesses do País e dos agricultores, desentendimentos continuados entre os diferentes responsáveis da nossa agricultura”.
Agora vem a análise crítica à notícia, como é costume. Pois bem, vou ser muito sincero: já se torna cansativa a quantidade de notícias de desentendimentos, manifestações e derivados na área da Agricultura. Reconheço que esta é essencial para o desenvolvimento de Portugal, e não só a nível económico, mas assim não vamos a lado nenhum. Sugiro que o ministério e a CAP se sentem a uma mesa, discutam assuntos de conflito, façam votações, o que for necessário, mas, por favor, acabem com esta situação ridícula.
Quanto ao professor Aníbal Cavaco Silva, não tenho nada a apontar.
29 Maio 2006
Dicionário Político à Portuguesa, de José António Saraiva,
por Duarte Lima
Venho lançar uma crítica ao pequeno "dicionário" de política à portuguesa, escrito por José António Saraiva, apesar de já ter lido este livro, se é que assim lhe posso chamar, há muito tempo.
Vou começar de trás para a frente: primeiro vou divulgar a minha impressão final e depois explicar o porquê dessa conclusão.
Pois bem, não gostei de ler. Quando comprei o livro, esperava aumentar significativamente a minha cultura geral no que toca a política, nomeadamente em Portugal, o que não aconteceu.Primeiro que tudo, aquilo era tudo menos um dicionário e eu vou explicar porquê. Um dicionário constata factos e aquele "dicionário" definia os partidos e os políticos mais ilustres de uma maneira muito parcial, sempre a fazer ver o ponto de vista do autor como se fosse uma realidade. Além disso, relacionava várias vezes pessoas que não tinham simplesmente nada a ver uma com a outra, como é o caso de Manuel Alegre e Pedro Santana Lopes. Podem ter um outro aspecto semelhantes, mas, na minha opinião, são extremamente diferentes. E lá está, estou a dar uma opinião diferente da do autor, o que é muito grave para alguém que chama ao seu livro de crónicas um dicionário.
Podem dizer que estou a dar muita importância a algo que nada interessa, mas se assim é estão muito enganados. O título deste livro não é apenas um apelo; não, é muito mais que isso. Ao dar aquele título José António Saraiva está já a classificar o seu livro. Está a classificá-lo como um dicionário, onde se constatam factos, enquanto que o que ele faz é introduzir crónicas. Crónicas não são factos, são opiniões.
Venho lançar uma crítica ao pequeno "dicionário" de política à portuguesa, escrito por José António Saraiva, apesar de já ter lido este livro, se é que assim lhe posso chamar, há muito tempo.
Vou começar de trás para a frente: primeiro vou divulgar a minha impressão final e depois explicar o porquê dessa conclusão.
Pois bem, não gostei de ler. Quando comprei o livro, esperava aumentar significativamente a minha cultura geral no que toca a política, nomeadamente em Portugal, o que não aconteceu.Primeiro que tudo, aquilo era tudo menos um dicionário e eu vou explicar porquê. Um dicionário constata factos e aquele "dicionário" definia os partidos e os políticos mais ilustres de uma maneira muito parcial, sempre a fazer ver o ponto de vista do autor como se fosse uma realidade. Além disso, relacionava várias vezes pessoas que não tinham simplesmente nada a ver uma com a outra, como é o caso de Manuel Alegre e Pedro Santana Lopes. Podem ter um outro aspecto semelhantes, mas, na minha opinião, são extremamente diferentes. E lá está, estou a dar uma opinião diferente da do autor, o que é muito grave para alguém que chama ao seu livro de crónicas um dicionário.
Podem dizer que estou a dar muita importância a algo que nada interessa, mas se assim é estão muito enganados. O título deste livro não é apenas um apelo; não, é muito mais que isso. Ao dar aquele título José António Saraiva está já a classificar o seu livro. Está a classificá-lo como um dicionário, onde se constatam factos, enquanto que o que ele faz é introduzir crónicas. Crónicas não são factos, são opiniões.
O Povo e os Governantes,
por Duarte Lima
Hoje, o Presidente da República recusou a ideia de que o interior de Portugal estivesse condenado ao isolamento e empobrecimento. Apelou também à sociedade para que se mobilizasse na luta contra a exclusão social.
Citando Victor Hugo: “No fundo, estão os dois cansados um do outro pois ambos abusam do poder que têm, entram nos assuntos menores com elevada frequência, o que dá origem a desrespeito mútuo.”. Se este jornal não estivesse ainda no início, eu diria que o professor Cavaco Silva lera o artigo do meu colega, pois fez exactamente o contrário do que foi criticado na sua crónica: compreendeu que a única solução para a resolução deste problema era a sensibilização do povo e pediu o seu auxílio.
Na minha opinião, era isto que todos os políticos deviam fazer. Mas não, parece que a maior parte deles se esqueceu disto: os políticos não governam (supostamente) para satisfazer as suas necessidades, ganhar fama e usufruir de todas as vantagens aí incluídas. Eles governam para servir o povo, portanto é através deste que devem resolver os problemas do País e não com acções que podem melhorar alguns aspectos, mas que não melhoram outros. É claro que o Governo também tem que fazer o que está nas suas mãos, senão nem era necessária a sua existência.
Venho, por isso, congratular a acção do Chefe de Estado neste assunto; não por ser cavaquista, pois mesmo se o fosse seria imparcial. Faço-o por acreditar sinceramente que fez o que tinha a ser feito.
Hoje, o Presidente da República recusou a ideia de que o interior de Portugal estivesse condenado ao isolamento e empobrecimento. Apelou também à sociedade para que se mobilizasse na luta contra a exclusão social.
Citando Victor Hugo: “No fundo, estão os dois cansados um do outro pois ambos abusam do poder que têm, entram nos assuntos menores com elevada frequência, o que dá origem a desrespeito mútuo.”. Se este jornal não estivesse ainda no início, eu diria que o professor Cavaco Silva lera o artigo do meu colega, pois fez exactamente o contrário do que foi criticado na sua crónica: compreendeu que a única solução para a resolução deste problema era a sensibilização do povo e pediu o seu auxílio.
Na minha opinião, era isto que todos os políticos deviam fazer. Mas não, parece que a maior parte deles se esqueceu disto: os políticos não governam (supostamente) para satisfazer as suas necessidades, ganhar fama e usufruir de todas as vantagens aí incluídas. Eles governam para servir o povo, portanto é através deste que devem resolver os problemas do País e não com acções que podem melhorar alguns aspectos, mas que não melhoram outros. É claro que o Governo também tem que fazer o que está nas suas mãos, senão nem era necessária a sua existência.
Venho, por isso, congratular a acção do Chefe de Estado neste assunto; não por ser cavaquista, pois mesmo se o fosse seria imparcial. Faço-o por acreditar sinceramente que fez o que tinha a ser feito.
28 Maio 2006
Uma Pequena Ousadia,
por Duarte Lima
Após ter lido o Pensamento da Semana apresentado por Victor Hugo (e muito bem seleccionado) pensei em qual seria a minha resposta para a polémica questão colocada. "Porque razão não são os políticos tão respeitados como deviam, visto que são os representantes da Nação?". Atrevo-me a dar a minha opinião. Os políticos não são tão respeitados como deviam por 2 razões: primeiro, porque não respeitam os cidadãos, quebrando a antiga lei de respeito mútuo e, em segundo lugar, porque o povo gosta de desafiar as autoridades.
De que forma é que os políticos não respeitam os eleitores? Vou-me limitar a dar 2 exemplos: quando fazem promessas e, após vencerem as eleições, não as cumprem, como é o caso de José Sócrates, estão a demonstrar um profundo desrespeito e falta de lealdade para com o povo. O mesmo acontece quando a ambição leva a desvios de fundos e outros casos que até me fica mal, como português, referir.
Agora vem a questão dos desafios. Toda a gente gosta de desafiar os seus superiores: os alunos desafiam os professores, os empregados desafiam os patrões, e por aí fora. Mas tudo tem limites... As pessoas vão esticando a corda até que a autoridade os faça parar. Como é que as pessoas param? Quando têm medo. E todos sabemos que a PIDE já acabou há muitos anos e que qualquer cidadão é livre de pensar e dizer o que bem lhe apetecer sobre os nossos representantes. Por isso, em Portugal, deixou de haver limites dos eleitores para os eleitos. Já não há respeito.
Esta é a minha resposta à pergunta excelentemente colocada por Victor Hugo. Obrigado.
Após ter lido o Pensamento da Semana apresentado por Victor Hugo (e muito bem seleccionado) pensei em qual seria a minha resposta para a polémica questão colocada. "Porque razão não são os políticos tão respeitados como deviam, visto que são os representantes da Nação?". Atrevo-me a dar a minha opinião. Os políticos não são tão respeitados como deviam por 2 razões: primeiro, porque não respeitam os cidadãos, quebrando a antiga lei de respeito mútuo e, em segundo lugar, porque o povo gosta de desafiar as autoridades.
De que forma é que os políticos não respeitam os eleitores? Vou-me limitar a dar 2 exemplos: quando fazem promessas e, após vencerem as eleições, não as cumprem, como é o caso de José Sócrates, estão a demonstrar um profundo desrespeito e falta de lealdade para com o povo. O mesmo acontece quando a ambição leva a desvios de fundos e outros casos que até me fica mal, como português, referir.
Agora vem a questão dos desafios. Toda a gente gosta de desafiar os seus superiores: os alunos desafiam os professores, os empregados desafiam os patrões, e por aí fora. Mas tudo tem limites... As pessoas vão esticando a corda até que a autoridade os faça parar. Como é que as pessoas param? Quando têm medo. E todos sabemos que a PIDE já acabou há muitos anos e que qualquer cidadão é livre de pensar e dizer o que bem lhe apetecer sobre os nossos representantes. Por isso, em Portugal, deixou de haver limites dos eleitores para os eleitos. Já não há respeito.
Esta é a minha resposta à pergunta excelentemente colocada por Victor Hugo. Obrigado.
O Ataque de Direita,
por Duarte Lima
Os líderes do PPD-PSD e do CDS-PP fizeram, ontem, uma forte oposição ao Governo. Utilizaram formas diferentas, mas concentraram-se ambos no mesmo objectivo: virar parte do povo contra o Estado.
Marques Mendes acusou José Sócrates de confundir o Estado com o partido, e, em parte, dou-lhe razão. Mas foi mais específico: afirmou que o primeiro-ministro recusava constantemente as propostas apresentadas pelo seu partido, ou melhor, pelo próprio, caracterizando-o ainda de arrogante.
Já Ribeiro e Castro escolheu como alvo os agricultores: acusou o Ministro da Agricultura de virar costas aos mesmos, argumentando que nenhum membro do Executivo presenciara a abertura da Feira Agropecuária do Litoral Alentejano - Santiagro 2006, o que já não se via deshe há 19 anos. Censurou ainda o facto de Jaime Silva ter cortado todos os subsídios à electricidade verde e revelou as suas suspeitas de estas verbas estarem a ter fins impróprios. Mas não se ficou por aqui: apontou ainda o não pagamento dos subsídios à plantação de olival. Lançou, assim, um incentivo à revolta dos agricultores e, na minha opinião, fê-lo de uma forma simples mas inteligente.
Comparando as acusações dos dois líderes de Direita, confesso que os argumentos apresentados por Ribeiro e Castro se mostraram bastante mais eficazes que os de Marques Mendes, tendo em conta o efeito desejado.
Os líderes do PPD-PSD e do CDS-PP fizeram, ontem, uma forte oposição ao Governo. Utilizaram formas diferentas, mas concentraram-se ambos no mesmo objectivo: virar parte do povo contra o Estado.
Marques Mendes acusou José Sócrates de confundir o Estado com o partido, e, em parte, dou-lhe razão. Mas foi mais específico: afirmou que o primeiro-ministro recusava constantemente as propostas apresentadas pelo seu partido, ou melhor, pelo próprio, caracterizando-o ainda de arrogante.
Já Ribeiro e Castro escolheu como alvo os agricultores: acusou o Ministro da Agricultura de virar costas aos mesmos, argumentando que nenhum membro do Executivo presenciara a abertura da Feira Agropecuária do Litoral Alentejano - Santiagro 2006, o que já não se via deshe há 19 anos. Censurou ainda o facto de Jaime Silva ter cortado todos os subsídios à electricidade verde e revelou as suas suspeitas de estas verbas estarem a ter fins impróprios. Mas não se ficou por aqui: apontou ainda o não pagamento dos subsídios à plantação de olival. Lançou, assim, um incentivo à revolta dos agricultores e, na minha opinião, fê-lo de uma forma simples mas inteligente.
Comparando as acusações dos dois líderes de Direita, confesso que os argumentos apresentados por Ribeiro e Castro se mostraram bastante mais eficazes que os de Marques Mendes, tendo em conta o efeito desejado.
27 Maio 2006
Partidos de Direita - Fraca Liderança,
por Duarte Lima
Os partidos de direita deparam-se com o mesmo problema: são liderados por homens com fracas capacidades de comando. Como diz o velho ditado "a união faz a força" e a fraca liderança leva à fraca união dentro do partido, o que é essencial para a garantia de estabilidade.
Como já foi referido por Victor Hugo, e muito bem, o líder do CDS-PP não está à altura de um tão elevado cargo no partido. Por isso, aos apoiantes deste partido só lhes resta esperar alguém com capacidades superiores de comando, com todo o respeito, a Ribeiro e Castro.
Mas, agora, vou-me virar mais para o meu partido: o PPD-PSD que, na minha opinião, se encontra num estado lastimável. Os sociais-democratas estão a fraquejar, em grande parte por culpa de Marques Mendes. Estamos a perder terreno para a Esquerda, porque não temos um líder capaz. Comparativamente com o CDS-PP, estamos mais ou menos com o mesmo problema. O PPD-PSD também só tem como alternativa esperar por alguém que leve o partido aos tempos de poder e bonança.
Mais uma vez, volto a relacionar a situação dos CDS-PP com a do PPD-PSD. Nas mais recentes guerras, se é que lhes posso chamar desta forma, estes dois partidos tornaram-se aliados, lutaram lado a lado. Ora se um tem um líder fraco, o que torna o partido mais fraco e, logo, a coligação mais fraca já é mau. Mas se têm ambos líderes fracos, meus amigos, então a coligação não tem qualquer hipótese. E voltamos ao mesmo: para que a coligação, ou mesmo apenas os partidos, voltem à força têm que esperar por quem os comande com autoridade e perspicácia.
Penso que posso afirmar que a política é nada mais nada menos que um ciclo vicioso.
Os partidos de direita deparam-se com o mesmo problema: são liderados por homens com fracas capacidades de comando. Como diz o velho ditado "a união faz a força" e a fraca liderança leva à fraca união dentro do partido, o que é essencial para a garantia de estabilidade.
Como já foi referido por Victor Hugo, e muito bem, o líder do CDS-PP não está à altura de um tão elevado cargo no partido. Por isso, aos apoiantes deste partido só lhes resta esperar alguém com capacidades superiores de comando, com todo o respeito, a Ribeiro e Castro.
Mas, agora, vou-me virar mais para o meu partido: o PPD-PSD que, na minha opinião, se encontra num estado lastimável. Os sociais-democratas estão a fraquejar, em grande parte por culpa de Marques Mendes. Estamos a perder terreno para a Esquerda, porque não temos um líder capaz. Comparativamente com o CDS-PP, estamos mais ou menos com o mesmo problema. O PPD-PSD também só tem como alternativa esperar por alguém que leve o partido aos tempos de poder e bonança.
Mais uma vez, volto a relacionar a situação dos CDS-PP com a do PPD-PSD. Nas mais recentes guerras, se é que lhes posso chamar desta forma, estes dois partidos tornaram-se aliados, lutaram lado a lado. Ora se um tem um líder fraco, o que torna o partido mais fraco e, logo, a coligação mais fraca já é mau. Mas se têm ambos líderes fracos, meus amigos, então a coligação não tem qualquer hipótese. E voltamos ao mesmo: para que a coligação, ou mesmo apenas os partidos, voltem à força têm que esperar por quem os comande com autoridade e perspicácia.
Penso que posso afirmar que a política é nada mais nada menos que um ciclo vicioso.
Jornal "O Crítico",
por Duarte Lima
JORNAL O CRÍTICO - GRANDE TEMA: POLÍTICA
O Crítico é um jornal de política, que estará sempre em cima de factos e boatos. Serão criticados todos os aspectos desta área e prometemos algumas situações polémicas; não para dar que falar, mas porque não nos conteremos e faremos ver a nossa opinião sem qualquer receio. Claro que daremos espaço aos nossos leitores para demonstrarem o seu apoio ou discordância dos comentários que serão feitos, pois a nossa principal prioridade serão os nossos leitores e esse é um dos pontos que tornará o nosso jornal num jornal diferente. A maioria dos jornalistas limitam-se a lançar as suas críticas, enquanto que os jornalistas d'O Crítico também ouvirão as opiniões de quem segue os seus comentários. Nunca nos esqueceremos que é para os leitores que escrevemos e não para nós próprios.
JORNAL O CRÍTICO - GRANDE TEMA: POLÍTICA
O Crítico é um jornal de política, que estará sempre em cima de factos e boatos. Serão criticados todos os aspectos desta área e prometemos algumas situações polémicas; não para dar que falar, mas porque não nos conteremos e faremos ver a nossa opinião sem qualquer receio. Claro que daremos espaço aos nossos leitores para demonstrarem o seu apoio ou discordância dos comentários que serão feitos, pois a nossa principal prioridade serão os nossos leitores e esse é um dos pontos que tornará o nosso jornal num jornal diferente. A maioria dos jornalistas limitam-se a lançar as suas críticas, enquanto que os jornalistas d'O Crítico também ouvirão as opiniões de quem segue os seus comentários. Nunca nos esqueceremos que é para os leitores que escrevemos e não para nós próprios.
